MEIO AMBIENTE: Assoreamento de rio preocupa Palitot

Sensibilizado para a questão, o vereador apresentou na Câmara problemática enfrentada pelas comunidades do Baixo Madeira

O vereador Professor Aleks Palitot participou na manhã desta sexta-feira (19), do seminário Hidrovia do Madeira – Importância do Transporte Sustentável em Rondônia, Amazônia e Impactos pós UHE’s, evento promovido pela Federação Nacional das empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) e realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rondônia (OAB/RO).

Durante o evento que contou com a participação de diversas autoridades como o Deputado Federal Marcos Rogério, Palitot apresentou uma breve digressão histórica denominada “Senhores dos Rios” onde refletiu acerca do Rio Madeira como fonte de recurso econômico e a necessidade de sustentabilidade na utilização destes recursos que servem a todos.

Na terça-feira (15) o vereador recebeu em seu gabinete os representantes da Fenavega, que pediram apoio para que Palitot intercedesse junto a Câmara e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) pela navegabilidade no Rio Madeira.

Tribuna

Na sessão ordinária de terça, o vereador apresentou aos seus pares fotos recentes do Rio Madeira e discursou na tribuna sobre a situação vivenciada pelas comunidades ribeirinhas, as quais visitou no mês de julho. Segundo o edil é necessário a implementação de uma série de medidas capazes de transformar o canal do rio navegável durante todo o ano e assim os ribeirinhos e as embarcações de grande porte não sejam mais prejudicadas nos períodos de estiagem.

De acordo com o Comandante Alexandre Nascimento, delegado Fluvial em Porto Velho, o canal possui diferentes metragens em pontos específicos variando entre três a doze metros. Para que este problema seja solucionado é preciso um serviço com maior eficiência do que o que vem sendo realizado e se possível com maior antecedência visando uma melhor navegabilidade nesse período do ano.

“Há duas embarcações trabalhando com dragagem no Rio Madeira e o que nos compete estamos realizando as devidas inspeções”, afirmou o Delegado Fluvial.

“Fomos procurados pelo presidente da Fenavega Rondônia, Raimundo Holanda e verificamos a preocupação da categoria em relação a ineficácia na dragagem do Rio Madeira, um rio de grandes proporções. Neste trecho navegável de 1.056 quilômetros há uma preocupação em relação a segurança e economia baseada na navegabilidade do rio principalmente neste período de estiagem”, explica Palitot.

Assoreamento

Segundo o vereador, “Percebe-se que há um fenômeno um pouco avançado de terras caídas, um assoreamento do rio, dos bancos de areia isso tem dificultado muito nesse período uma arrecadação e um desenvolvimento econômico equilibrado no município de Porto Velho”.

“Recebemos essa demanda e iremos puxar uma audiência pública com o intuito de esclarecer e dar os devidos encaminhamentos para que a hidrovia do Madeira não seja prejudicada e principalmente as comunidades ribeirinhas e todos aqueles que usam o rio para sua sobrevivência”, afirma Palitot.

De acordo com dados da Fenavega, pelo Rio Madeira, a partir de Manaus no sentido para Porto Velho, são transportados anualmente três milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo, que abastecem todo o Estado de Rondônia, Acre e noroeste do Mato Grosso.

Economia

A produção de grãos da região do Mato Grosso também é transportada via rodoviária até Porto Velho, para seguir pelo Rio Madeira aos portos de Itacoatiara (AM) e Santarém (PA). Somente de grãos são transportados via fluvial seis milhões de toneladas/ano, proporcionando economia e competitividade para o setor do agronegócio.

Ainda em documento peticionado à época ao ministro Mauricio Quintella, responsável pela pasta de Transportes, Portos e Aviação Civil, a Fenavega ressalta o forte incremento de carga geral, como a exportação de óleo e açúcar para o Peru.

O transporte de produtos da ZFN destinados a outras regiões do país, e todo o abastecimento de diversos gêneros consumidos nos Estados do Amazonas e Roraima, o que somado gera o montante de 12 milhões de toneladas/ano de volume de carga, “uma quantidade considerável para o descaso manifestado em relação à questão”, ressalta em documento a Federação. Além do transporte de carga via rio, entre Porto Velho e Manaus há ainda um intenso fluxo de passageiros.