História do Jazz

HISTÓRIA DO JAZZ
publicado em 27 de fevereiro de 2015
Ainda na década de 1930 ocorre o surgimento de uma vertente mais popular do jazz, chamada de swing. Era um ritmo mais dançante com imensa aceitação na época. A partir do ano de 1945 um estilo de jazz chamado bebop surge com um ritmo mais fechado ao gosto popular, radicalizando-se a partir dos anos 1950, quando virou o hard bop. Ainda em 50, o estilo contou com nomes como Bill Evans, Thelonious Monk, Gerry Mulligan, João Gilberto, Frank Sinatra, Art Blakey, Clifford Brown, Tom Jobim, Oscar Peterson e Charles Mingus. Em detrimento do som mais agressivo destes dois estilos, surge no mesmo período o cool jazz, apresentando uma proposta mais intelectual.

Em contraponto a estes estilos menos populares, um dos maiores nomes da história do jazz foi Glenn Miller, nascido em 1904. Miller foi um bandleader da era do swing e um dos artistas com maior número de vendas entre os anos de 1939 e 1942, fazendo música popular e liderando uma das mais importante big bands do período.
Na década de 1960 surgiu o freejazz, criado nos EUA por músicos como John Coltrane e Rashied Ali. Com origem no bebop, propunha improvisação e liberdade musical aos instrumentistas. Entre outras fusões, uma das mais notáveis foi a fusão do jazz com o rock’n’roll. Atualmente há espaço para diversos gêneros de jazz. Essas vertentes vão de dixieland ao experimentalismo do freejazz, passando pelos standards e por composições mais ambiciosas.

MILES DAVIS
publicado em 27 de fevereiro de 2015


Miles Dewey Davis Jr (Alton, 26 de maio de 1926 – Santa Mônica, 28 de setembro de 1991) foi um trompetista, compositor e bandleader de jazz norte-americano.

Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de 1970.

Miles Davis pertenceu a uma classe tradicional de trompetistas de jazz, que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe “King” Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento, e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos seus trabalhos. Muitos dos mais importantes músicos de jazz fizeram seu nome na segunda metade do século XX nos grupos de Miles Davis, incluindo: Joe Zawinul, Chick Corea e Herbie Hancock, os saxofonistas John Coltrane, Wayne Shorter, George Coleman e Kenny Garrett, o baterista Tony Williams e o guitarrista John McLaughlin.

Como trompetista Davis tinha um som puro e claro, mas também uma incomum liberdade de articulação e altura. Ele ficou conhecido por ter um registro baixo e minimalista de tocar, mas também era capaz de conseguir alta complexidade e técnica com seu trompete.

Em 13 de Março de 2006, Davis foi postumamente incluído no Rock and Roll Hall of Fame. Ele foi também incluído no St. Louis Walk of Fame, Big Band and Jazz Hall of Fame, e no Down Beat’s Jazz Hall of Fame.

Kind of Blue tem sido citado como o álbum de Miles Davis mais vendido da sua carreira, bem como o álbum de jazz mais vendido da história. Em 7 setembro de 2008, o álbum foi certificado pela RIAA (Associação das Indústrias Fonográficas Americanas) com um álbum de platina quádruplo. Kind of Blue tem sido também reconhecido por muitos fãs, críticos e ouvintes de jazz como o maior álbum de jazz de todos os tempos, alcançando o topo e de quase todas listas de “melhores álbuns” em vários outros gêneros dentro jazz. A influência abrangente Kind of Blue na música, tem, também, levado críticos a reconhecer este como um dos mais influentes álbuns de todos os tempos. Em 2002, a gravação Kind of Blue foi uma das 50 escolhidas naquele ano para o Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso Americano. E Em 2003, o álbum foi classificado em 12º lugar pela revista Rolling Stone na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre. Em 30 de Setembro de 2008 um box do 50º aniversário de lançamento do álbum foi lançada pela Columbia/Legacy Records.