Memorex de História de Rondônia

História de Rondônia – Prof. Aleks Von Palitot
FICHA 1 Tema: Exploração, conquista e ocupação da Amazônia
Exploração, conquista e ocupação da Amazônia no contexto do antigo regime. Amazônia abrange – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A região caracteriza-se pela extensa planície sedimentar aluvial, densa floresta equatorial e maior bacia hidrográfica.
 
Inseridas na Região Amazônica estão as sub-regiões dos vales do Guaporé, Mamoré e Madeira.
A exploração, as visões e o imaginário do conquistador na Amazônia. A conquista e a colonização da região amazônica foram motivadas por fatores de ordens diversas.
Busca de riquezas minerais, vegetais e a consolidação de uma base de produção mercantilista.
Durante os séculos XVI e XVII, os exploradores – os rios da Amazônia. Vicente Pizón (1460 –1523) – Em 1490-1546 – Francisco Orellana.
Primeiras expedições
A partir da expedição de Vicente Pinzón (1500), descobridor da foz do Rio Amazonas, até por volta de 1570, cerca de 24 expedições espanholas tentaram penetrar na Amazônia.
Duas delas, a de Francisco de Orellana, em 1542, e a de Pedro de Ursua/Lopo de Aguirre, 1560-1561, percorrem totalmente a calha do Solimões – Amazonas.
Expedição de Francisco de Orellana
Os espanhóis, depois de conquistarem o Perú (1532) com a ajuda das tropas de Francisco Pizarro, partiram para explorar o noroeste da América do Sul e da Bacia Amazônica.
Orellana – por objetivo encontrar – forma de produzir especiarias para competir com os portugueses. A expedição partiu de Cuzco, passando por Quito, cerca de 220 espanhóis a cavalo e quase 4 mil índios.
Expedição de Pedro Teixeira
Em virtude da União Ibérica, os portugueses receberam ordens para conquistarem o oeste da Amazônia – posse espanhola. Expedição de Pedro Teixeira – composta por 47 canoas, 70 portugueses, cerca de 2 mil índios remeiros e flecheiros e tendo como guias Brieba e Toledo, a expedição saiu de São Luís em julho, rumo a Belém – chega a Quito em 12 meses. Ação dos missionários na Amazônia colonial
No século XVII, vários grupos percorreram a Amazônia: os sertanistas, em busca de drogas do sertão; as expedições oficiais comandadas por militares e os sertanistas; tropas de apresamento e os missionários em busca do índio cativo. A presença dos portugueses, resultou na ampliação do território, formação de vilas, fortes e missões na Amazônia.
As missões e fortificações foram construídas ao longo dos rios Amazonas, Branco, Negro, Madeira, Tapajós e Xingu. Depois D. João IV dividiu a região entre ordens as religiosas. Os missionários, sobretudo os jesuítas, opunham-se à escravização dos índios. Padre Antônio Vieira defendia os nativos, em 1680, restabeleceu a autoridade dos jesuítas na Amazônia e decretou a liberdade dos índios.
O governo português pretendeu ocupar a região Amazônica de três maneiras:
 com a criação de capitanias reais e capitanias hereditárias;
 e pela ação missionária, com a ajuda das ordens religiosas e como os Jesuítas, carmelitas, franciscanos e Mercedários.
De uma maneira geral a política colonial portuguesa para o indígena consistia em considerá-lo livre, exceto em alguns casos previstos em lei; Entregá-lo à responsabilidade dos missionários.
Formas de introdução do indígena na sociedade colonial. Descimento: convencimento missionário e aldeamento.
Administração de Pombal
No século XVIII, com a ascenção de D. José I, várias tranformações políticas e econômicas em Portugal. O ministro Sebastião José de Carvalho e Melo – o marquês de Pombal – influenciado pelas idéias iluministas da Europa, pretendia acabar com a dependência de Portugal – Inglaterra.
Em 1750, por meio do Tratado de Madrid, a Espanha ficou com a posse da região do Rio da Prata, recuperando a Colônia de Sacramento, e a Portugal coube a região dos Sete Povos das Missões e a Amazônia. A Política centralizadora de Portugal, visava a Amazônia em detrimento de suas riquezas.
Para isso foi criado a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão – monopólio das drogas do sertão, até então nas mãos dos missionários.
Tratados Importantes
 O Tratado de Tordesilhas (1494) definiu as áreas de domínio do mundo extra-europeu.
 O Tratado de Lisboa (1681), devolução pelos espanhóis da Colônia do Sacramento.
 O primeiro Tratado de Utrecht entre Portugal e França (1713), as fronteiras portuguesas do norte do Brasil: o rio Oiapoque reconhecido limite natural entre a Guiana e a Capitania do Cabo do Norte.
 O segundo Tratado de Utrecht entre Portugal e Espanha (1715) tratou da segunda devolução da Colônia de Sacramento a Portugal.
 Tratado de El Pardo (1761) – Anulou o Tratado de Madri.
 O Tratado de Santo Ildefonso (1777) – confirmou o Tratado de Madri; devolveu a Portugal a ilha de Santa Catarina; ficou a Espanha com a Colônia de Sacramento e a região dos Sete Povos.
Marquês de Pombal
Em 1759, Pombal expulsou os jesuítas das colônias portuguesas, especialmente da Amazônia. Em 1798 o Diretório dos Índios foi abolido em decorrência da corrupção e dos abusos cometidos pelas autoridades.
Foi criado o Estado do Grão-Pará e Maranhão, em 31 de julho de 1751, proteger a Amazônia. Francisco Furtado, meio irmão de Pombal, foi nomeado para governar o novo Estado.
Os portugueses enviaram Francisco Caldeira Castelo Branco para expulsar os estrangeiros da Amazônia. Em 1616 foi fundado o forte do Presépio; núcleo da cidade de Belém. A região era domínio dos tupinambás.
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FICHA 2 Tema: Ocupação dos Vales do Madeira, Mamoré e Guaporé
Capitanias do Grão-Pará e Maranhão tinham interesses em povoar a região do Madeira – jesuítas catequizar os índios. Em 1734 o sargento-mor Francisco de Mello Palheta encontra ouro. Com a criação da Cap. do Mato Grosso governador intensifica a ocupação da região.
Primeiro passo – portugueses – ocupação da Amazônia
Fundação do Forte Presépio – futura cidade Santa Maria de Belém do Grão – Pará, em 1616.
Pedro Teixeira – demarcações na Bacia Amazônica. Em 1524 , sertanista Aleixo Garcia percorria o Guaporé com destino ao Perú – Nuflo Chaves – Guaporé até o Paraguai – junto com Álvaro Cabeza de Vaca.
Em 1647 – Antônio Raposo Tavares partiu de São Paulo – Vale do Madeira – procura de riquezas
Entre 1723-1728, padre João Sampayo funda a Aldeia de Santo Antônio – primeira povoação margem direita do rio.
A mineração no Mato Grosso – Histórico do ouro – 1719, Pascoal Moreira Cabral, descoberto ouro em Mato Grosso. 1722, Miguel Sutil, descobre ouro em Cuiabá. Após 1730 a queda na produção aurífera do Mato Grosso.
Diamantes:
1747, descoberta de diamantes no arraial Diamantino. Proibição pela autoridade colonial da exploração. Dispersão dos moradores. Afluxo populacional para Mato Grosso:
 Através das monções e expedições fluviais que partem de São Paulo;
Afluxo de significativo contingente humano composto de religiosos, funcionários do governo, comerciantes, profissionais liberais, escravos e aventureiros; súbito e volumoso aumento populacional.
As lavras e faisqueiras e o caráter nômade da produção. O abastecimento exterior. As relações com a colônia espanhola. O Contrabando. Manuel Félix de Lima – 1742.
Criação da Capitania de Mato Grosso
Em 9 de maio de 1748, é fundada a Capitania de Mato Grosso – preocupação com a Espanha – Tratado de Madri em 1750. Cap. General – Dom Antônio Rolim de Moura. Governador da Capitania – posse 14 de janeiro de 1751.
A Capital foi fundada em 19 de março de 1752 – Vila Bela da Santíssima Trindade. Governadores: Rolim de Moura, João Câmara, Luis Coutinho, Luiz de Mello Pereira e Cárceres e João de Mello Pereira e Cáceres.
As dificuldades de sobrevivência na fronteira do Mato Grosso:
 intercâmbio entre portugueses e espanhóis à margem dos interesses metropolitanos a queda da produção mineral endividava mineiros e comerciantes;
 isso estimulava do comércio entre colônias; no Guaporé as missões espanholas eram alternativa de abastecimento.
1759, Rolim de Moura ordena:
A fundação do povoado de Nossa Senhora da Boa Viagem de Salto Grande do Rio Madeira (hoje Teotônio; ao juiz Teotônio de Gusmão; Atacado por indígenas, mosquitos, malária e fome, o povoado desaparece.
1798: Em 12 de maio é aprovado o plano de navegação entre as cidades de Belém e Vila Bela através da Carta Régia. Destinava-se a estimular o comércio monçoeiro criando postos de apoio à navegação no rio Madeira. O quinino, extraído da arvore da Quina, é descoberto na Capitania do Mato Grosso.
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FICHA 3 Tema: Real Forte do Príncipe da Beira
No século XVIII, a procura pelo ouro na região do Guaporé. Vila Bela – Cuiabá. A ordem da Coroa Portuguesa era para construírem fortificações, proteção aos navegantes portugueses: extração do ouro, drogas do sertão e captura de índios. Antônio Rolim de Moura a fundar o Forte de Nossa Senhora da Conceição – antiga missão Santa Rosa. Governo de Luiz Pinto Souza Coutinho,1768 a 1771, o Forte Nossa Senhora Conceição passou a ter um novo nome. Forte Bragança – contingente militar foi ampliado – estrada até Vila Bela.
Governo de Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres
iniciaram a construção do Forte Príncipe da Beira – 20 de junho de 1776. Os engenheiros da obra eram Domingos Sambocetti (italiano) foi vítima de malária – morrer – e Alexandre J. de Souza (português). Sargento-mor Ricardo Franco assume a obra, com dificuldades devido a falta de materiais, trabalhadores, fome, epidemias. Construção – trabalhadores – São Paulo, Belém e Mato Grosso. A cal de pedra – Belém e foi transportada pelo Madeira. O perímetro de 970 metros, muralhas de 10 de metros de altura e 56 canhoneiras.
Após a finalização do Forte, foi criado guarnição militar em março de 1784, a principal artilharia, formada por 4 canhões calibre 24, feitos de bronze, somente foi enviada de Belém em 1825, levou 5 anos pra chegar ao destino. Primeiro comandante do Forte foi o comandante José Mello de Souza Castro e Vilhena.
Concebido por Sebastião José de Carvalho Mello, marquês de Pombal, ministro de D. José I, rei de Portugal e avô do príncipe da Beira. O Forte perdeu seu valor estratégico e suas funções militares.
O forte foi transformado em presídio. A supremacia teve vida curta, o forte decaiu junto com a decadência espanhola na região,crise na mineração, o abandono fluvial do Madeira, Mamoré e Guaporé.
Transferência das tensões fronteiriças para o Vale do Paraguai – O Forte e totalmente abandonado com a Proclamação da República. No início do século XX, o forte foi redescoberto pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon Solicitou que ao governo que ele instala-se o Sétimo Pelotão de Fronteira.
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FICHA 4 Tema: O “Ciclo” da Borracha.
O francês La Condamine tomou conhecimento do produto no século XVIII entre os índio Omáguas(Cambebas) e o divulgou na Europa. O surto gumífero e seu auge – Pressupostos.
É de uma árvore nativa da Amazônia, a Hevea brasiliensis (seringueira) que se extraía a melhor matéria prima para a fabricação da borracha. A seringueira – é encontrada abundantemente na região amazônica – alta produtividade do látex.
Látex – O naturalista francês Charles La Condamine 1736 – reconhecimento europeu do látex – aproveitamento industrial. Anteriormente – os espanhóis – XVI – perceberam que os nativos faziam uso – calçados, vestimenta, objetos de uso. Em 1839, Charles Goodyear – fórmula – borracha ficar mais resistente.
Expansão da demanda de borracha.
Inconvenientes à aplicação prática da matéria prima em larga escala: pouca resistência ao calor.
Excessivo enrijecimento em baixas temperaturas. A descoberta do processo de vulcanização da borracha feita por Charles Goodyear em 1839 permitiu a solução desses dois inconvenientes ao seu uso cotidiano. Outras descobertas permitiram sua utilização industrial.
Em 1942 Thomas Hancook descobriu o processo de vulcanização. Antes disso por volta de 1828-1835 – primeiras instalações de fábricas – produção de borracha. A região Amazônica tornou-se um pólo atrativo – Mão-de-obra – nordestina e de diversas partes do mundo.
Histórico da ascensão da borracha:
 até 1850, o Pará exportava a borracha sob a forma de manufaturados, impermeáveis, sapatos e mochila; a partir daquele ano passou a região a exportar apenas a matéria prima;
Até o ano de 1856 o pirarucu salgado era o principal produto de exportação da província do Amazonas;
Naquele ano, foi o produto suplantado pela borracha. A partir da segunda metade do século XIX novos inventos culminarão com a invenção do automóvel. Demanda quantidades cada vez maiores de borracha para as industrias européias e norte-americanas.
Primeiros exploradores – região do Madeira e Guaporé – Três grupos : os caboclos – bolivianos – nordestinos. Os ingleses e os alemães mantinham o monopólio de extração na Amazônia – bolivianos no Rio Beni.
Seringal, Seringalista e Seringueiro. O seringal: unidade produtiva e social da economia da borracha.
a) Barracão:
barracão central, residência do patrão, capatazes e o guarda-livros; O “patrão” era o seringalista, o dono dos meios de produção; barracão (armazém) onde os seringueiros compravam os gêneros;o mesmo barracão era depósito para a borracha recolhida.
A Hierarquia – para a exploração da borracha. Seguinte forma: Seringalistas – representantes das empresas – Os trabalhadores de apoio – caçadores, barqueiros e etc. Os extratores ou soldados da borracha – abastecer o mercado externo – regime de trabalho era de aviamento.
Colocação – morada do seringueiro (central), tapiri para defumação da goma; estradas de seringa, de dez a trinta, não menos que 50 seringueiras;
O seringueiro vinha das camadas mais baixas da população compunha a principal força de trabalho.
Nos primórdios do século XX – 1912
O Governo brasileiro – nomeou uma comissão para promover a integração – 1907 – Comissão Rondon Linhas telegráficas – integração.
A construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré – trechos encachoeirados do Rio Madeira.1876, a Inglaterra já dispunha mais de 2 mil mudas de Hevea brasilienses – destino as suas colônias.
Elevada produção do látex no Oriente – Malásia – Desvalorização da borracha brasileira.
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi realizado o acordo entre EUA e Brasil – Tratado de Washington (1942)
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FICHA 5 Tema: Linhas Telegráficas de Rondon.
Linhas Telegráficas – No governo de Afonso Pena, foi criado a Comissão Construtora das Linhas Telegráficas Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas, seção Cuiabá/ Santo Antônio do Rio Madeira/ Guajará-Mirim. Finalidade era implantar linhas e estações telegráficas nos sertões mato-grossenses. Seus pontos extremos ficavam em Cuiabá e na Vila de Santo Antônio.
Comissão Rondon – Governo brasileiro, 1907 – promover a integração entre as regiões do Vale do Madeira – País. O Norte do Brasil – impulso da produção de borracha. 2 de setembro de 1907 – primeira etapa da expedição – cidade de Cuiabá – Candido Rondon.
As instalações das linhas telegráficas – unir o Norte ao Sul – primeira etapa foi finalizada em 29 de novembro com chegada no Rio Juruema. A segunda etapa da expedição – 20 de junho de 1908.
Membros da Comissão – sofrer com as doenças endêmicas da região – ataques das tribos indígenas. Segunda etapa–finalizada – 3 de novembro de 1908 – a Comissão Rondon chega em Serra Negra.
A terceira e última etapa, 2 de junho de 1909 – expedição de importância para Rondônia – chega em 25 de dezembro – Vale do Madeira – Santo Antônio. Além das instalações dos postes telegráficos – estudo da fauna, flora e do solo da região. Em 1915 foi inaugurado da linha telegráfica – Cuiabá a Santo Antônio.
Para cumprir sua missão, Rondon penetrou nos sertões dos Parecis com destino ao Vale do Madeira, em 1907. Em 10 de agosto, alcançou o vale do Juruema. Em 7 de setembro de 1908 foi inaugurado o destacamento central de Juruema. Em 12 de outubro de 1911, era inaugurada a Estação Telegráfica de Vilhena, a denominação era uma homenagem de Rondon ao seu ex-chefe sertanista Álvaro Mello Vilhena – Engenheiro Telegráfico.
A Comissão empreendeu várias expedições. A que se dirigiu a Santo Antônio, conhecida como Seção Norte, foi constituída por 42 homens, comandada por Rondon e os seguintes chefes:
Dr. Alípio Ribeiro, geólogo; Dr. Joaquim Tanajura, médico; tenentes João Salustiano Lira, astrônomo; Emanuel Amarantes e Alencarliense Fernandes Costa, topógrafos; Luiz Leduc e Benjamin Rondon; fotógrafos e Major Thomás Reis; cinegrafista.
INSTALAÇÃO TELEGRÁFICA – Para instalar os postes, os fios telegráficos e as estações, Rondon levou no ano de 1914, sete meses para percorrer o trecho Vilhena/Santo Antônio. Foram 1.297 km por terra e 1.138 km via fluvial, em canoas. Entre abril e dezembro de 1914 foram construídos 372.235 metros de linhas telegráficas e inauguradas as estações de Jarú, Pimenta Bueno, Presidente Hermes e Presidente Pena.
EXPEDIÇÃO ROOSEVELT – RONDON – A expedição foi iniciada em dezembro de 1913 e terminou em maio de 1914, alcançando êxito e repercussão, tendo sido colocado no mapa um rio desconhecido de 1.500Km de extensão – Rio da Dúvida Rio Roosevelt – homenagem ao presidente.
DE VOLTA PARA A AMAZÔNIA – o atual Estado de Rondônia foram feitos 372 quilômetros de linha, com 05 estações: Pimenta Bueno, Presidente Hermes, Presidente Pena, Jaru e Ariquemes. Finalmente, em 1° de janeiro de 1915, inaugurado Câmara Municipal de Santo Antônio do Alto Madeira.
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FICHA 6 Tema: A Construção da E.F.M.M – A Ferrovia do Diabo.
João Martins da Silva Coutinho – 1861, em viagem pelo Rio Madeira – Província do Amazonas.General boliviano – Quentin Quevedo – pensou numa ferrovia – canalizar o Rio Madeira. Guerra do Paraguai, em 1865 – O Brasil ficou impedido de navegar pela Bacia do Prata. O governo a importância da região – Em 1868 engenheiros alemães Josef e Franz Keller.
Em 27 de março de 1867, é assinado entre Brasil e Bolívia o tratado de Amizade, Limites e Navegação, Comércio e Extradição – desejo de construção de uma estrada – corredeiras.No mesmo ano o general Quentin Quevedo parte para o México – onde o presidente indicou o Coronel americano George E. Church.
1869 – O governo boliviano contrata o Coronel Earl Church – planejar um acesso entre as cachoeiras existentes no Rio Madeira – 1871.Canalizar o Madeira, percebe dificuldades para encontrar financiadores da obra – National Bolívian Navigation Company – idéia da ferrovia – moda na Europa – seria mais fácil.
Em 1871 – é fundada a The Madeira and Mamoré Company – Banco Erlanger & Co. – concede 10 milhões de dólares – construção da ferrovia de Santo Antônio até Guajará-Mirim. Para aprovação do crédito foi condicionado a escolha da Public Works (inglesa) 1872.
Public Works – D Pedro II autoriza a construção da ferrovia no Brasil, dá a Church o direito de explorar a ferrovia e os seringais que ela atravessava por 50 anos. Os operários são dizimados pela fome e por doenças endêmicas, sem contar com os ataques dos índios Karipunas aos acampamentos. A associação desses fatos fazia com que a obra tivesse um ritmo lento, o engenheiro Souza Santos divulga um relatório negativo da obra que é confirmado por engenheiros da Public W.
1873 – ela pede indenização e abandona a obra. Os ingleses chegam em 6 de julho de 1872 – trazem equipamentos e materiais para assentarem 36 km de trilhos.
Dorsay & Caldwell 1873 – Com a saída da Public Works, o governo Boliviano fica numa situação difícil – teria que pagar empréstimo de uma obra não concluída. Church, vendo-se numa situação difícil, saíra a procura de uma empresa que fosse capaz de dar continuidade a obra.
No dia 17 de setembro de 1873, assina o contrato com a empresa norte-americana Dorsay & Caldwel – iria construir 15 km.
Reed Bros & Company 1874 – Com a morte de uma membro da expedição da Dorsay em janeiro de 1874, e com a luta judicial de Church com a Public Works. Em 25 de agosto de 1875, a empresa londrina Reed Bros & Company assume a obra. A empresa não tinha conhecimento das dificuldades da região – ela se recusa a cumprir os prazos e as metas previstas no contrato. Abandona a obra e move um processo contra a The Madeira and Mamoré Railway Company. Church paga a indenização para a mesma.
P.&T. Collins 1878 – O Church – Estados Unidos e convence – Franklin Gowen – Siderúrgica da Filadélfia – empréstimo para a Collins. Os americanos chegam com 56 engenheiros – Após quatro meses e quinze dias em que se encontravam trabalhando, concluíram apenas 3 km de trilhos, a projeção era de 10 km por mês.
P.&T. Collins – 1878. No dia 4 de julho de 1878 – inaugurava-se o pequeno trecho,ponto final o trêm descarrilou. A situação ficou dramática quando o engenheiro Nichols, notificou aos operários que Church não teria como efetuar o pagamento dos salários. Com a divulgação da notícia, os trabalhadores abandonam a obra, descem o Rio Madeira rumo a Belém. No Pará passam a viver precariamente, sem emprego e doentes, viram mendigos na cidade.
Para Thomas Collins não restavam muitas alternativas – permaneceu em Santo Antônio. Sofrendo ataques dos índios Karipunas e com as doenças endêmicas. Diantes das dificuldades, no dia 19 de agosto de 1879 – Suspensão da obra.
Comissão Morsing 1882 -83 – Governo brasileiro envia engenheiros, médicos e militares para estuda a via férrea – enfrentam problemas com as doenças típicas da região. Morsing doente volta ao Rio de Janeiro para convecer as autoridades a viabilizar mais investimentos.
Comissão Pinkas 1883 – 84 – O engenheiro Julio Pinkas, que havia substituído Morsing à frente da comissão, deixa Santo Antônio, devido ao alto grau de mortes e contaminação – epidemias. 1884 Morsing – relatório ao Ministro da Agricultura, confirmando a viabilidade da ferrovia. Júlio Pinkas é contrário ao relatório – contrapondo-se a Morsing.
Com a ocupação da área, brasileiros exploravam em território boliviano – gerou inúmeros conflitos – Brasil e a Bolívia. A Bolívia passava por problemas de escoamento de seus produtos – única alternativa seria uma rota fluvial pelos rios Madre de Dios – Beni – Mamoré – Madeira – Amazonas.
Em 17 de Novembro de 1903 na cidade de Petrópolis no Estado do Rio de Janeiro é assinado o TRATADO DE PETRÓPOLIS. Em troca do Acre, o Brasil se compromete em construir a E.F.M.M.
Barão de Rio Branco – Ministro das Relações Exteriores, foi um dos principais personagens nesse acordo diplomático entre Brasil e Bolívia.
May, Jekyll & Randolph 1907/12 – Ocorre na região do atual Estado do Acre – Revolução Acreana, em 17 de novembro de 1903 é assinado o Tratado de Petrópoles. Joaquim Catramby foi o vencedor da licitação, transfere o contrato para Percival Farqhuar, um milionário norte-americano.
A construção foi iniciada em 1907, ao chegar em Santo Antônio a empresa fez um levantamento do material deixado pela outra empresa e das condições da região. Mudança do ponto inicial de Santo Antônio para o Porto Velho Militar.
Para manter o ritmo da construção, mês a mês chegava uma nova leva de trabalhadores que iria substituir os enfermos e mortos. 1907 – 446 operários, 1908 – 2.450 operários 1909 – 4.500 operários, 1910 – 6.024 operários 1911 – 5.664 operários, 1912 – 2.733 operários.
Em 1909, o governo brasileiro aprova o arrendamento da ferrovia à empresa Madeira-Mamoré Railway Company por um prazo de 60 anos, sob a administração dos americanos.
Trabalhando , 21.817 operários. Faleceram um total aproximado de 1.593 operários. 631 brasileiros, 366 espanhóis, 208 antilhanos, 148 portugueses, 52 alemães, 29 italianos, 30 colombianos e 20 americanos.
Doenças Tropicais – Grande Obstáculo. As doenças tropicais que mais incomodavam eram as febre amarela, malária, beribéri, ancilostomíase, pneumonia e sarampo. Percival Farquar cria o Hospital da Candelária em 1907 – barracões de madeira com 300 leitos, enfermaria e consultório. Médicos chefes foram Dr. Shivers, Dr. H.P. Belt e Dr. Lovelace.
Foi divulgado pela imprensa nacional e internacional sobre as epidemias e mortes.
Dificultou a contratação de novos operários. Espanha, Portugal e Itália impediam a vinda de seus compatriotas para o Alto Madeira. Em 1910 chegam Oswaldo Cruz e Belizário Pena – fazer o plano piloto de saneamento na região.
Desativação da Ferrovia – Os tempos áureos da ferrovia não foram tão duradouros – após a inauguração – déficit ocasionado pela queda de preço da borracha nos mercados nacional e internacional. Com a recessão de 1929, quebra da Bolsa de Valores de Nova York – crise da estrada de Ferro.
Por causa das dificuldades, a empresa ferroviária Madeira-Mamoré Railway Company solicita rescisão do contrato de arrendamento. Assim , no dia 10 de julho de 1931, o presidente Getúlio Vargas, decretou intervenção na ferrovia Para administrar – nomeou Aluízio Ferreira. Um acordo realizado entre Ministério da Viação e Obras Públicas com o Ministério da Guerra transferiu a Estrada de Ferro para o 5° BEC.A Ferrovia serviria de apoio para a construção da rodovia BR 364, no trecho entre Porto Velho e a Abunã – BR 425, no trecho Abunã e Guajará-Mirim. No dia 10 de julho de 1972, as locomotivas fizeram ressoar seus apitos para que, a partir de então, nunca mais fossem ouvidos. Em 26 de maio de 1979, foi anunciada a venda do material da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré – como sucata – promoveu revolta na população.
Reativação da Ferrovia – No final de 1980, foi realizado um seminário sobre a Ferrovia – ressaltar a importância da estrada de ferro para a região. Contratação da engenheira Antônia Lúcia Palitot – levantamento orçamentário para a recuperação da E.F.M.M., 5 de maio de 1981 – 7 km de ferrovia
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FICHA 7 Tema: A criação do Território Federal do Guaporé
Aluízio Ferreira 1932 – Comandante dos Contigentes Especiais de Fronteira e Diretor da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. 14 de dezembro, O Governo de Vargas expede anteprojeto de decreto-lei autorizando a criação de territórios federais: Fernando de Noronha, Amapá, Ponta-Porã, Iguaçu e Rio Branco (Roraima), e Guaporé. ( Rondônia).
No ano de 1940 Getúlio Vargas visitou Porto Velho. Aluízio Ferreira desejava transformar a região em Território – Com a assinatura dos Acordos de Washington, Amazônia brasileira “Zona de Guerra”. Busca pela borracha– trabalhadores nordestinos – látex. Aumentou o povoamento da região.
Evolução Político-Administrativa – Foi criado o Banco da Borracha (hoje, BASA). O governo do Brasil recruta trabalhadores para os seringais – soldados da borracha – movimento migratório. A soma desses fatos influencia a criação do Território Federal, Aluízio Ferreira, 24 de janeiro de 1944 – tomou posse como governador do Guaporé. Em 1943 através do Decreto Lei 5.812 de 13 de setembro foi criado o Território Federal do Guaporé. Porto Velho, Lábrea ( Amazonas) , Santo Antônio do Alto Madeira e Guajará Mirim (Mato Grosso).Distritos: Pedras Negras, Príncipe da Beira, Abunã, Ariquemes, Calama, Jacy-Paraná e Rondônia.
Inclusão do município de Lábrea – problemática – apesar de em linha reta 190 Km, inexistência de estrada dificultava assistência dois anos depois – 17 de abril de 1945 – Território do Guaporé. Quando da criação do Território do Guaporé – nomes sugeridos: Guaporé, Mamoré e Rondônia.
Política no Território do Guaporé – O primeiro governador do território foi o Major Aluízio Pinheiro Ferreira. Vivia–se o período ditatorial do Estado Novo cabia ao governador nomear e demitir livremente os prefeitos do municípios e funcionários.Aliados de Aluízio – Cutubas (PSD – Partido Social Democrático) Vicente Rondon – Pele curtas ( PSP – Partido Social Progressista) e a oposição pelo Paulo Cordeiro Saldanha (UDN – União Democrática Nacional).
Idéia defendida por Aluízio concretizou-se em 1956. Joaquim Vicente Rondon, do PSP negociou com Aureo de Melo PTB (Amazonas) para apresentar o projeto. Pelo Decreto 2.731 em 17 de fevereiro de 1956. Criado o território Federal de Rondônia – Juscelino Kubitschek.
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FICHA 8 Tema: A Implantação dos Principais Projetos de Colonização
Ao longo de seu percurso entre Vilhena e Porto Velho passaram a desenvolver os poucos vilarejos que haviam surgidos com os seringueiros. Em Vila de Rondônia – instalou-se a colonizadora Calama – terras rurais. Próximo a Pimenta Bueno instalou-se a colonizadora Itaporanga – iniciou a colonização da terras – cidade Espigão do Oeste.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA,
O INCRA foi responsável pela nomeação do engenheiro agrônomo Assis Canuto – executor do primeiro projeto de colonização de Rondônia.1970, o INCRA deu início a implantação nos projetos de colonização. Abertura de estradas, construção de pontes, de escolas e implantação de infra-estrutura.
Os projetos foram denominados PIC – Projeto Integrado de Colonização e PAD – Projeto de Assentamento dirigido.
O primeiro projeto integrado de colonização foi de Ouro Preto do Oeste – implantado em 19 de junho de 1970 – assentou 5.162 famílias – cada uma com 100 hectares.
Foi deflagrada pelo Governo Federal uma campanha publicitária – Sul e Sudeste do país. Com o slogan
Rondônia o Novo Eldorado.
Isso obrigou o INCRA a implantar novos projetos. O segundo foi PIC Sidney Girão, foi criado em 13 de agosto de 1971, na cidade de Guajará-Mirim. Foram assentadas na região de Guajará-Mirim 3.686 famílias – 100 hectares – cada família. Dando origem a formação da cidade de Nova Mamoré.
O terceiro projeto, PIC Gy-Paraná, foi criado em 16 de julho de 1972, implantado a margem direita do rio Machado ou Ji-Paraná, deu origem a cidade de Cacoal. A região na época era conhecida por seringal Cacaual.
No projeto Gy-Paraná foram assentadas 4.756 famílias em lotes rurais de cem hectares, incluindo a região de Rolim de Moura.
O quarto projeto de colonização, PIC – Paulo de Assis Ribeiro, foi criado em 4 de outubro de 1973, implantado no Cone Sul de Rondônia.
No Cone Sul de Rondônia – foram formados os municípios de Colorado do Oeste e formentou o de Vilhena.
Em 1974, no dia 21 de abril, foi criado o Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro (PAD Burareiro) implantado em Ariquemes – 5.585 famílias foram assentadas – 120 e 250 hectares por família.
Posteriormente também na região de Ariquemes, foi implantado o PAD – Marechal Dutra – onde foram assentadas 4.667 famílias. Ariquemes era uma antiga vila de seringueiros e também sede de uma Estação Telegráfica – Rondon.
Em 20 de novembro de 1975, o INCRA criou o PIC Padre Adolpho Rohl, implantou no vale do rio Jaru – formando os municípios de Jaru, Governador Jorge Teixeira e Theobroma.
Ainda, no ano de 1975 foi criado o setor Rolim de Moura, uma extensão do PIC-Gy-Paraná.
História de Rondônia – Prof. Aleks Von Palitot
FICHA 9 Tema: Território Federal de Rondônia e Estado.
Na década de 70 o deputado federal Jerônimo Garcia de Santana (deputado – MDB) trabalhava no sentido de elevar o Território a categoria de Estado.O coronel Jorge Teixeira – nomeado por João Baptista Figueiredo – tomou posse no dia 10 de abril de 1979 – intenção era preparar o território.
Presidente J. Figueiredo criou a CODARON – Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Rondônia. Promover o desenvolvimento econômico e social e no setor agrícola.A partir de 1981 através do POLONOROESTE tivemos aberturas de estradas vicinais, construção de escolas rurais e implantou vários núcleos urbanos de apoio rural.
A Criação do Estado de Rondônia- Surto de colonização – Região – 70 – fluxo migratório – pavimentação da BR-364 – Colocar fim ao isolamento rodoviário. Em 1977 o Território assistiu a criação de mais cinco municípios: Cacoal, Ariquemes, Rondônia, Pimenta Bueno e Vilhena – BR-364 – Despontava – Manchetes – Novo Eldorado – terra de promissão, fartura, progresso e trabalho.
Avanços da colonização
Promovendo um impacto ambiental grandioso – Reservas Indígenas. Em 1981 – criados novos municípios – Colorado do Oeste, Espigão do Oeste, Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste e Costa Marques.
Desenvolvimento da região
Ministro do Interior – Coronel Mário Andreazza – indicou o Coronel Jorge Teixeira – governar o território. Tarefa – preparar administrativa, econômica e politicamente o Território. Transformar em Estado.
Em meados de 1981 as metas previstas foram atingidas e ultrapassadas. Em 17 de agosto de 1981, o projeto Lei Complementar n 221, foi aprovado e em 22 de dezembro a Lei Complementar 41 criava o Estado.Instalação do Estado deu-se 4 de janeiro de 1982.
4 de janeiro de 82, foi realizada a cerimônia de posse do primeiro governador – Jorge Teixeira.
A lei que criou o Estado deu poderes quase que absoluto ao governador, que através de decretos administrava e legislava em Rondônia.
Por decreto foi criado o Tribunal de Justiça e Contas do Estado, os municípois Rolim de Moura e Cerejeiras – 6 de agosto de 83 – Constituição.
Criação das Instituições burocráticas da Justiça, Legislatura e do Executivo. Criação do Beron, Ceron, Caerd e Teleron.
História de Rondônia – Prof. Aleks Von Palitot
FICHA 10 Tema: Estrada Rondon – BR 364.
1909 a 1915, a comissão do engenheiro militar Mariano da Silva Rondon realiza a abertura no Mato Grosso – pela Floresta Amazônica até a margem direita do rio Madeira – 7km de Porto Velho.O objetivo era a instalação das Linhas Telegráficas, seria denominada por Roquete Pinto como a Estrada de Rondon. A estrada tinha 45 metros de largura e cinco metros no centro era destocado. O objetivo era o de transportar fios, postes e alimentos aos trabalhadores da comissão, e depois seu trecho era percorrido periodicamente para manutenção.
Início da Implantação da BR 364 – Na década de 1940, teve início um projeto rodoviário liderado pelo engenheiro Yedo Laza. O projeto de Laza consistia na ligação do Acre com utras regiões do país – antes o nome – BR 29. Foi nomeada em 1945, a companhia rodoviária independente – iniciar as obras da BR 29. Comandada por Ênio Pinheiro – 55 km – 1947.
ABERTURA DA BR – Em 2 de fevereiro de 1960, ocorreu uma reunião dos governadores da região Norte do país com o presidente JK. Paulo Nunes Leal – governador do Território, apresentou um levantamento dos trechos abertos da BR 29, rodovía Brasília-Acre.
Em 1960, a BR 364, então denominada BR 29, estava aberta num trecho de 90 km entre a cidade de Porto Velho e a localidade de São Pedro a margem do rio Jamari. Havia também um picadão de 90 km entre o rio Jamari e vila de Ariquemes. Partindo de Cuiabá a rodovia estava aberta até o rio Juruema.
A empresa Camargo Corrêa – construiu um campo de pouso em Vilhena. Pousavam aviões DC3, transportando máquinas, peças, combustíveis, alimentos e dava assistências aos operários.
No dia 4 de julho de 1960 – Jk derruba a última árvore no desmatamento da rodovia. O trecho entre Pimenta Bueno e Vila Rondônia.
Paulo Nunes Leal –convida a indústria automobilística FORD a realizar uma caravana, saindo de São Paulo até Porto Velho. Saíram 28 de outubro e chegaram em 28 de dezembro. A caravana FORD era composta por sete caminhões F 600, sendo cinco adquiridos pelo governo do Território.
No dia 13 de janeiro de 1961, em Cuiabá – Cerimônia de inauguração
da BR 364 – não sendo totalmente pavimentada. Para dar continuidade, administrar as construções das pontes de concreto sobre os principais rios e fazer a conservação da rodovia , O Governo Federal constituiu o 5° BEC – se instalou em Porto Velho em fevereiro de 1966.Também construiu a BR 425, trecho Abunã e Guajará-Mirim.