O Brasão do Estado de Rondônia

No passado, desde a antiguidade, a nobreza, as famílias e dinastias possuíam seu brasão como forma de identificação. Eram usados em selos, documentos, edifícios, bandeiras e até em animais. Era uma maneira de marcar presença, manter as origens e através da simbologia do brasão contar sua história.
No período feudal na Europa, o desenho de um brasão era normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais. No entanto, o desenho pode ser representado sobre outros suportes, como bandeiras, vestuário, elementos arquitectónicos, mobiliário e objectos pessoais. Era comum, sobretudo nos séculos XIV e XV, os brasões serem pintados ou cosidos sobre as cotas de malha, o vestuário de proteção usado pelo homens de armas. Por isso, os brasões também são, ocasionalmente, designados por cotas de armas.
Rondônia possui um brasão com significados em sua heráltica, que contam a história de um povo em seus vários momentos históricos. Nas laterais, os ramos ou folhagens representam a produção de Cacau e Café em Rondônia em grande escala na década de 70 com a implantação dos projetos de colonização. A Espada significa a presença dos bandeirantes e sertanistas que estiveram na região a partir do século XVII. No centro o formato principal do brasão, temos a planta ou forma arquitetônica do Real Forte Príncipe da Beira construído em 1776 na região do Guaporé. No centro deste desenho a estrela que representa a criação do Estado de Rondônia como o vigésimo terceiro estado da Federação. Os trilhos abaixo lembram a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré iniciada em 1872 na região de Santo Antônio. Na faixa abaixo da composição principal foram evidenciados dois anos importantes para nossa história, 1943 foi o ano de criação do Território Federal do Guaporé por Getúlio Vargas e 1981 momento da criação do Estado de Rondônia pelo presidente João Batista Figueiredo.