Aleks Palitot fala sobre OSS em audiência pública

Realizada na tarde desta quinta-feira (26), a audiência pública que tratou do contratação de Organizações Sociais de Saúde para gerenciamento da rede de atendimento da capital reuniu representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura, Associações, Sindicatos e Conselhos, além de um grande número de servidores e interessados que seguem o desenrolar do caso.

Após tomar posse na Casa de Leis Municipal, o Professor Aleks Palitot, iniciou um trabalho de acompanhamento de algumas unidades de saúde nas Zonas Sul, Leste e Norte de Porto Velho, buscando se inteirar das condições que se encontravam tais unidades, tanto para pacientes quanto para servidores.

Foram 19 visitas realizadas em sete unidades ao longo de 14 meses, de fevereiro de 2017 à abril de 2018 gerando uma demanda de 43 pedidos de providência que solicitavam desde reposição de material pênsil à reformas e reparos nas unidades de saúde.

Durante este período o Professor Aleks Palitot se deparou com as mais inusitadas situações. Desde o fogo na sala da administração da Policlínica José Adelino, no bairro Ulisses Guimarães, na Zona Leste, à morte de pacientes por falta de atendimento médico. Questões inconcebíveis para o vereador.

Já conhecedor da realidade vivenciada pela saúde municipal, o vereador convicto que em se tratando de saúde, o silêncio é o maior gerador de ruídos se pronunciou. “Não sou contra novos modelos de gerenciamento, contra as Oss ou o que quer que seja. Sou contra ignorar a possibilidade de junto com os servidores construir uma melhor gestão”, afirmou Palitot.

De acordo com o Professor, são esses servidores que conhecem na ponta todos os problemas enfrentados diariamente, que encaram a falta de insumos e através de sua criatividade e sensibilidade acabam comprando remédios, os quais o salário não paga, pois são eles que se defrontam com a insatisfação de uma população que merece uma melhor saúde.

Para Palitot, economicidade não é sinônimo de lucro e nem que a população deva ser penalizada para isso. Os R$ 250 milhões que são aplicados atualmente na saúde municipal, porém geridas de forma inábil pelos licitantes, permitem a falta de materiais básicos nos hospitais.

Embora falte insumos nas unidades, não falta coragem para os servidores e isto não possui receita. “Peço ao Senhor Prefeito de Porto Velho que cumpra sua agenda política, pois prometeu fazer uma saúde melhor, conclamou a população ao pronunciar Porto Velho eu vou cuidar de você e agora quer terceirizar”, lembra Palitot.

Palitot lembrou ainda que políticos e gestores foram presos no Amazonas, políticos e gestores no Rio de Janeiro também foram presos por conta das Oss e há fortes indícios de irregularidades na gestão das Oss no Estado de Goiás. “Soubemos destas informações por meio do Ministério Público”, relata o vereador.

“Prefeito, faça o que o Senhor deseja, mas saiba que a população estará atenta e esta Casa estará atenta porque de mãos e braços unidos fazemos muito, mas pouco faremos de mãos fechadas e braços cruzados”, declarou Palitot.