Audiência de Palitot discute soluções para residenciais da Zona Leste

Realizada na manhã desta segunda-feira (12), no plenário da Câmara Municipal, a Audiência Pública convocada pelo Professor Aleks Palitot reuniu moradores dos conjuntos residenciais do Programa Minha Casa Minha Vida Porto Bello II, III e IV, Porto Madeiro I, III e IV e Orgulho do Madeira, localizados na Zona Leste da capital, para discutirem com os responsáveis legais soluções para as demandas.

Segundo o vereador Professor Aleks Palitot, ele foi procurado pelos moradores dos residenciais que apontaram vários empecilhos e situações penosas que os empreendimentos estão enfrentando diariamente. “Percebi após um relato dos meus assessores de bairro a complexidade do problema, uma vez que envolve esferas federal, estadual e municipal e a melhor maneira para conduzir a resolução foi a realização da audiência”, afirma Palitot.

Foram convidados representantes da Semed, Suop, Semusb, Emdur, Semtran, Caerd e Caixa Econômica Federal. Para comparecem às 09hs00 de segunda-feira (12), no plenário da Casa de Leis Municipal.

Visitas

Cansados de procurarem os responsáveis pelos projetos e não terem suas reivindicações atendidas, moradores, representados por seus síndicos procuram o vereador Aleks Palitot para intermediar um acordo junto a Construtora Casa Alta, Caixa Econômica Federal e a Caerd. De acordo com Ângela Maria Cardoso da Silva, Síndica da quadra 585, do Orgulho do Madeira, recebeu assessores do Professor Aleks Palitot para mostrar a realidade vivenciada pelos moradores.

A falta de segurança, o descaso da Caerd e o abandono do Poder Público são dificuldades rotineiras dos moradores. “Precisamos que alguém interceda por nós e nos auxilie a resolver esses problemas que são resultado de um serviço mal feito, que foi maquiado e entregue de qualquer jeito para os moradores”, explica a síndica. “Apartamentos caindo cerâmica, com rachaduras e até que desabou parede já teve, além de cobranças indevidas da Caerd”, relata.

Segundo o vereador vários pedidos de providências foram peticionados as respectivas secretárias pedindo a solução para as demandas apresentadas, “porém esbarramos com a politicagem existente na máquina pública. Pedidos meus feitos em prol dos moradores foram barrados por eu não ser da base aliada do prefeito. Uma prática antiga, uma retaliação por votar de acordo com o que julgo melhor para a população, e que prejudica não o vereador Palitot, mas a população de nossa cidade”, desabafa o edil.

Demandas
Entregues em 2015, apenas quatro anos após e à véspera do vencimento do contrato que responsabiliza a construtora, os problemas são diversos. O que mais incomoda os moradores é o jogo de responsabilidade de quem deveria solucionar as questões. Os condomínios foram projetados para oferecer estrutura para os moradores com aparelhos sociais como praças, espaços comunitários, culturais e esportivos, mas a realidade é que estes, não chegaram nem a serem construídos.

A Seas, é quem selecionou as famílias que receberam os imóveis, mas há casos de invasões, que já passam dos quatro anos. “Quem está morando aqui é porque precisa como nós que recebemos o imóvel e pagamos por eles, mas eu como sindica não vou assinar documento para despejar ninguém”, fala Ângela. Segundo moradores, o esgoto, feito com canos de 150mm são pequenos para o fluxo dos prédios e não suportam, ou estouram ou entopem.

Uma realidade vivenciada por quase todos os conjuntos localizados na região. São pessoas de bem, trabalhadoras que reclamam a dignidade de uma moradia. Calçamentos, sinalização e a negociação de dívidas junto a Caerd vem preocupando estes cidadãos, que solicitaram o apoio do vereador.

Audiência


“Tudo que queremos é a solução para o nosso caso, mas não para amanhã, pois temos urgência. Estamos cansados de sempre que procuramos alguém para falar dos problemas sermos enrolados”, afirmou Nilcélia Borges, sindica do Porto Bello III e IV. “Por isso solicitamos o auxílio do vereador, que promoveu essa audiência”, complementou.

Para Palitot, os serviços reivindicados não são um favor para os moradores, como por vezes são tratados e que se for necessário serão cumpridos pelo rigor da lei e através do Ministério Público. “Foram acordadas novas datas para dar encaminhamento e o que se espera é que estas questões sejam por fim solucionadas”, ressalta Palitot

 

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