Aleks busca reaver diálogo entre Federon, Estado e Município

A vereadora Elis Regina e representantes dos vereadores Márcio Oliveira e Márcio Pacelle participaram da reunião

Realizada na manhã desta sexta (31), no plenarinho da Casa Municipal de Leis, a reunião da Comissão de Cultura, presidida pelo Professor Aleks Palitot firmou o compromisso em buscar intermediar o diálogo de representantes culturais ligados a Federação de Quadrilhas e Bois Bumbás de Rondônia (Federon) com a Sejucel e Funcultural.

“Recebemos a solicitação da Federon encaminhada a Comissão de Cultura da Câmara, da qual faço parte, que estão com dificuldades em manter um diálogo com o Município de Porto Velho e com o Estado em relação a participação deles na Flor do Maracujá. Ouvimos toda a demanda e percebemos que eles ainda buscam esse diálogo com o Poder Público para reaverem a autonomia que possuíam antes da atual gestão”, conta o vereador.

“Realizaremos na próxima terça (04), às 09hs uma audiência pública para tratar do tema. A questão é que Porto Velho está se tornando na cidade conhecida como a que já teve. Já teve a Expovel, já teve concurso de Fanfarras, já teve desfile de escolas de samba, já teve Carnaval Fora de Época. Pelo bem de nossa cultura é necessário fazermos algo”, afirma Palitot.

Espaços

Acompanhando o Arraial desde sua primeira edição, o Professor Marcos Teixeira atualmente é membro da diretoria da Federon. Ele relata que em fevereiro o Governo do Estado através da Superintendência de Juventude, Esporte Cultura e Lazer (Sejucel) convidou a Federação para uma conversa acerca do evento. “Nós ficamos muito animados com o convite para apresentarmos o projeto que foi elaborado detalhadamente com todos os custos”, explica o professor.

“Evidenciamos neste projeto que a Federon não lucra, mas que há despesas. A infraestrutura formada pelo palco, arquibancadas, iluminação sempre foi cedida pelo Poder Público através de emenda parlamentar e a Federação arca com todas as taxas. Este recurso é oriundo do aluguel de barracas, cobrados a partir da metragem do espaço”, ressalta.

Para o contrato de uma pastelaria é cobrado o valor de R$ 2.000,00 e em contrapartida são oferecidos aguá, luz, jogo de dez mesas com cadeiras, duas geleiras térmicas e piso apropriado conforme solicitação dos órgãos fiscalizadores.

Divergência

No caso dos pipoqueiros, origem das desavenças, eles pagariam R$ 100 pela noite. Mas como há um contrato de exclusividade permitindo apenas seis carrinhos atuarem em todo parque, é cobrada uma taxa de R$ 500.

“Esta briga iniciada pela Sejucel e alimentada em parte por outros órgãos os quais sabemos quem são e o porquê, mas que preferimos nem nomear, acusam a Federação de mau uso do recurso, embora tenhamos todas as prestações de contas públicas disponíveis para todos aqueles que desejarem desde que a Federon assumiu o evento em 2014”, assegura Marcos Teixeira.

O gasto médio de uma quadrilha, reaproveitando todos os materiais de anos anteriores é de cerca de R$ 30.000. Através de patrocínio a Federação consegue arrecadar cerca de R$200.000 repartidos entre os grupos. São 14 quadrilhas adultas, seis mirins, dez bois adultos e seis mirins e no último dia de festival realizamos o Duelo Tribal buscando oferecer ao grande público um espetáculo de qualidade que se justifique como evento cultural de grande porte.

Público

De acordo com dados estatísticos da própria Policia Militar, 35 mil pessoas transitam pelo Parque de Exposições durante os finais de semana e 115 mil pessoas durante todo o evento. “Esse público possui à disposição segurança privada e além disso pagamos para a Policia Militar. Temos assistência médica de plantão e também seguro coletivo, exigências que sem as quais o evento não acontece”, afiança o presidente da Federon, Fernando Rocha.

“Um trabalho profissional e que não é reconhecido neste momento, um desprestigio muito grande de nossos governantes que deveriam tratar como parceiros e amigos aqueles que trabalham em prol do povo de Rondônia”, lamenta o professor Marcos Teixeira.

Silvio Santos, Amo do Boi Bumba Corre Campo, conta que é grande a indignação entre os federados, “Acusam a nossa entidade representativa de má gestão de recursos financeiros, mas desde 2012 que não recebemos estes recursos. Isso é uma falta de respeito, pois nos preparamos o ano todo para este momento e agora somos impedidos de organizar a nossa festa que tanto batalhamos para realizá-las ao longo de todos estes anos”.

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