Palitot solicita à Semusa criação de força tarefa para aldeias indígenas

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“Corona Vírus pode dizimar população indígena em Porto Velho caso autoridades não tomem providências”, alerta indigenista

O Professor Aleks Palitot, através do Oficio Circular Nº 0125/2020/GAB-VAP/CMPV, solicitou à Prefeitura de Porto Velho na manhã desta quarta-feira (27), a constituição de uma força tarefa nas aldeias para evitar a proliferação do COVID-19  entre a população indígena.

De acordo com Palitot, o mesmo documento será encaminhado ao Ministério Público para que seja assegurada a medida de proteção às comunidades indígenas localizadas em Porto Velho. “As populações indígenas estão sofrendo com o avanço da doença devido aos históricos de saúde, precisamos encontrar um meio de evitar a proliferação, uma vez que a distância e a falta de acesso são impeditivos para o tratamento”, afirmou o vereador.

De acordo com Ivaneide Cardozo, indigenista da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, a situação dos indígenas é preocupante. Eles se encontram nas aldeias sem qualquer tipo de apoio. A evolução e contato com o pessoal da cidade transformaram o estilo de vida indígena. “Hoje as tribos consomem muitos produtos que não são produzidos por eles, como sal e açucar”, relata.

Descaso

De acordo com Neidinha, as aldeias estão sem qualquer tipo de apoio e precisam de produtos de higiene e limpeza como água sanitária. “Algo extremamente necessário hoje para conter o avanço da doença”, explica.

Ela relata ainda a ausência de testes para o Corona Vírus para a população indígena o que é extremamente preocupante, já que no caso dos karitianas há suspeita da contaminação de toda uma aldeia. “É preciso testar os indígenas e adotar medidas de prevenção como colocação de barreiras sanitárias evitando a entrada de pessoas contaminadas, mas me questiono como, se faltam profissionais de saúde nas aldeias”, conta a indigenista.

Para ela, se a saúde na cidade está um caos, o quanto deve ser maior nas aldeias o sentimento de abandono, pois embora haja a estrutura física dos postos, não há profissionais atuando e nem medicamento. “É uma situação trágica e se não for tomada uma providência imediata, teremos o risco de dizimar aldeias inteiras”, questiona Neidinha.

Contágio

Outra preocupação com a população indígena é referente a saída de “parentes” para a cidade que ao se exporem a doença para conseguir receber o benefício pago pelo Governo Federal acabam contaminados, levando a doença para seus núcleos.

“É necessário que se adotem medidas junto aos bancos para que esse auxílio seja entregue nas aldeias, preservando a saúde destes povos tradicionais, ou então a adoção de mecanismos onde a Funai, a Dsei ou Prefeitura possa buscar nas datas planejadas os indígenas para receber seu dinheiro”,

“A preservação do Povo Indígena é uma preocupação que tenho e cobro da Secretaria Municipal de Saúde e da Prefeitura, a criação desta força tarefa, enviando médicos e realizando testes rápidos em toda a comunidade com o intuito de isolar e não permitir a proliferação da doença nas aldeias” assegurou Palitot.

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