Aleks Palitot apoia causa animal

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Abrigos para animais passam por dificuldades econômicas e solicitam auxilio da sociedade

Com uma estimativa de 50 mil animais de companhia (cães e gatos), Porto Velho atualmente possui uma das maiores populações de rua do país de acordo com levantamento do perfil epidemiológico da capital, realizada por um graduando do curso de Medicina Veterinária de uma faculdade local. Buscando sanar este problema, Organizações Não Governamentais atuam na defesa e bem-estar, mas devido ao momento econômico estas ongs necessitam de apoio.

Em maio de 2017, o Professor Aleks Palitot conseguiu na Câmara Municipal uma importante conquista, a aprovação da lei que cria a Semana de Proteção aos Animais, realizada na primeira semana de outubro com o objetivo de conscientizar a população quanto à guarda responsável.

“Um pequeno passo, mas significativo no sentido da criação de políticas públicas para este segmento”, ressalta Palitot. Que além de propor leis, busca através de campanhas oferecer um suporte para as instituições com doação de ração, material de limpeza, medicamentos e por vezes materiais para reformas e ampliações de abrigos.

“Neste sentido é importante a colaboração que recebemos da sociedade que possui um grande senso de humanidade ao apoiar esta causa e que sem o auxilio estaríamos limitados há muito pouco sucesso nesta empreitada”, reafirma o vereador.

Abrigos

Atuando na área há dez anos, Seu Reinaldo Soares, mantém por conta própria um abrigo com mais de 200 animais, a grande maioria abandonados nas ruas por seus antigos donos. A estrutura construída em madeira é difícil para a limpeza e como esta doente, o trabalho tem se tornado penoso para o protetor.

Ainda assim, diante das necessidades dos animais, Seu Reinaldo gostaria de ampliar a área para poder abriga-los, já que não param de chegar. “Ganhei madeira de uma serraria e tenho que ir buscar, mas meu carro deu um problema mecânico e estou a pé”, lamenta.

Segundo Seu Reinaldo, há pessoas que querem lhe auxiliar nesta missão, muitas não podem vir aqui, mas gostariam de doar material para cimentar o piso, e assim nós vamos trabalhando, contando com a boa vontade dos amigos.

Abandono

A mestranda em psicologia pela Unir, Maquezia Furtado entrou em contato com o Professor Aleks Palitot solicitando apoio para o abrigo do seu Reinaldo, solicitação que levou a equipe até o abrigo na manhã desta quarta-feira (23).

Durante o caminho, logo no primeiro trecho da estrada de cascalho, vimos um cão abandonado que fuçava o lixo jogado as margens da estrada. Ao pararmos para tentar socorrer o pequeno animal que insistentemente entrava em trecho e saia correndo, como que querendo nos sinalizar algo.

Tal comportamento despertou a intuição treinada de Maquezia, que ao atentar a sua volta ouviu um latido já esmorecido. Ela foi seguindo o som até encontrar um pequeno filhote que com o pé preso embaixo de um caixote de madeira chorava sem poder sair do lugar.

O animal bastante debilitado estava sujo e muito fraco. Era uma imagem de compadecer qualquer coração humano, há não ser daquele que o teria abandonado à própria sorte, na expectativa de se livrar do que poderia ser eventualmente um contratempo. Um pensamento comum entre donos que simplesmente cansam de seus animais.

De acordo com Maquezia é comum encontrar à beira da estrada animais abandonados como a pequena cadela de cerca de dois meses e meio, batizada após o resgate de Esperança. Ela foi encaminhada ao abrigo onde tomou banho, recebeu soro e vermífugo. “Vim conhecer o abrigo este ano e quando cheguei aqui me comovi com a situação. É um trabalho de muita caridade para com os animais”, relata a mestranda.

“Aqui como em outros abrigos, precisa de tudo um pouco, mas a principal demanda acredito que é a estrutura, um local adequado para acomodar os animais”, afirma Maquézia que tenta junto com seu companheiro, Uilian Mário, auxiliar na árdua missão dos socorristas.

Protetores

“Desconheço outro político que tenha uma agenda positiva em relação a Proteção e Bem-estar animal, mas não adianta apenas as leis, é necessário um aporte material. Temos mais de 100 cães e 40 gatos para alimentar e que precisam de ração, veterinário e material de limpeza.

A vara de execução penal nos tem auxiliados, mas é preciso criar mecanismos que possam nos respaldar financeiramente com medicamentos, castrações e pessoal para apoio” conta Valentim Manduca, Companheiro de Dona Clotilde da Ong Amigo de Patas.

Ele relata que em muitos casos as pessoas nos ligam para buscar animais, mas não há condições de cumprir um papel que é do Estado, pois se trata de saúde pública e por isso as politicas devem ser mais efetivas.

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