SAÚDE: Palitot visita unidades municipais

O vereador esteve com assessores em quatro Unidades Básicas de Saúde, onde conversou com pacientes e equipes médicas

Com o objetivo de verificar as condições de atendimento e trabalho das unidades básicas de saúde, o vereador Professor Aleks Palitot e sua equipe visitaram quatro pronto-atendimentos da rede municipal durante a manhã desta terça-feira (24). As informações colhidas servirão para a elaboração de documento que será encaminhado para o recém empossado Secretário Municipal de Saúde, Orlando Ramirez.

“Estamos cumprindo a obrigação quanto vereador de fiscalizar. Estivemos durante esta ação em quatro unidades de saúde e iremos olhar mais outras, pois Porto Velho tem um montante de 80 unidades se somarmos os distritos, baixo madeira e área rural e segundo o Conselho Municipal de Saúde temos uma soma de 380 médicos”, afirmou o vereador.

Para Palitot, o agente de saúde deve estar mais presente na comunidade pra reduzir a sobrecarga que muitas unidades tem, o que acaba por atrapalhar os serviços emergenciais pra outros pacientes. “Fizemos o levantamento de muitas demandas e iremos levar para o secretário municipal de saúde”.

A centralização dos processos licitatórios na Supel vem causando algumas dificuldades não apenas para a saúde, mas também para outras secretarias. “No caso da saúde, se torna mais claro por se tratar da vida das pessoas. Um exemplo é o medicamento captopril, um medicamento para hipertensos que está em falta em muitas unidades e fitas de diabetes”, ressalta o vereador.

“Temos uma grande quantidade de idosos que precisam do controle e entendemos que estas demandas devem o quanto antes serem solucionadas. Precisamos de mais médicos, mais plantões, mais atendimentos e principalmente mais atenção na saúde preventiva”, observou Palitot.

Visitas

Acompanhando a equipe, o médico pediatra Reginaldo Lourenço, assessor especial voluntário para a saúde, contribuiu com informações técnicas acerca do trabalho prestado nas unidades.

“A UBS Osvaldo Piana é uma unidade bem montada e possui uma estrutura boa, porém sofre com o problema de todas as unidades do município que é assumir uma demanda que não e dela. Vem muitos pacientes que não são da área de ação da unidade, pessoas de outros bairros, outras áreas e isso faz com que até mesmo os medicamentos que são previstos para os pacientes cadastrados nessa unidade sejam insuficientes para atender todo mundo que vem de fora”, alerta o médico.

Durante a visita os profissionais escalados para atender na unidade não se encontravam no local. “Isso é um problema que tem que ver como é” adverte Dr. Reginaldo. A falta de alguns medicamentos básicos como antibióticos, medicamentos para o controle de diabetes e hipertensão que acabou a cerca de quatro meses e ainda não foi reposto o estoque, também foi um problema apontado.

De acordo com a enfermeira Denise Ferrari, a saúde da família é feita com atividades educativas, consultas e atendimento geral. Quando a equipe está desenvolvendo alguma atividade há autorização para sair e desenvolver as ações fora da unidade. “No caso de hoje a equipe está desenvolvendo ações em uma igreja onde é disponibilizada atividade física com aulas de zumba, orientação, atendimento, mudança de receita”, relata.

Autônoma, 46 anos, mãe de três filhos, Helena Nobre Nascimento é moradora da Rua Tenreiro Aranha, no Areal. Foi à unidade fazer seus exames de rotina. Ela conta que o atendimento está bom, o problema é nos exames.  “Falta coletor para os preventivos, os exames não são todos realizados por falta de material. Fui marcar urocultura e me mandaram para outro posto”, lamenta.

Unidade Nova Floresta

Com os mesmos problemas das demais unidades, o posto sofre com excesso de pacientes a serem atendidos, uma demanda reprimida muito grande gerada por uma ampla área de cobertura. São em média 600 pessoas por agente comunitário de saúde. “Há uma defasagem de estrutura física na unidade, de medicamentos e profissionais, algo que verificamos em todas as demais unidades visitadas”, relata o médico.

Hosana Bentes de Souza, 66 anos, pensionista, hipetensa e diabética, ela vai a unidade a cada três meses. “O atendimento é bom e na maioria das vezes a equipe é atenciosa, mas ainda não estou satisfeita com o atendimento, aqui precisa de mais coisas como exames”, pede a idosa.

Upa Zona Sul

De todas as unidades visitadas foi classificada como a pior. Não possui condições estruturais para oferecer atendimento de qualidade mínima pra população. Infiltrações em todos os consultórios, buraco no teto, banheiros entupidos que alagam a UPA quando chovem agravam ainda mais o problema.

Segundo a diretora da Unidade a fossa que eles possuem corresponde a de uma residência tendo que esvaziar semanalmente e quando chove entra dejetos. Há uma sobrecarga elétrica segundo servidores, o que os põem em risco de curtos e incêndio. Segundo o médico avaliador, “ela deveria ser fechada para reparos, pois não tem condições mínimas de prestar serviço para a população”, adverte o médico.

José Adelino

Em relação a estrutura física a José Adelino, segundo Dr. Reginaldo, é a melhor das que foram visitadas. A unidades estava limpa, bem conservada, parecia que havia passado por uma reforma recentemente. Possui os materiais básicos necessários na sala de urgência/emergência, porém se houver alguma necessidade maior como um quadro de infarto, parada cardiorrespiratória, de laringite eles não tem condições de atender um segundo paciente porque a medicação que tem é para apenas um.

“Há a falta de funcionários, precisaria de mais médicos e enfermeiros. Do ponto de vista de estrutura física é a melhor unidade, mas carece dos mesmos problemas comuns a todas as outras, medicamentos e pessoal”, pondera Dr. Reginaldo.

“Já viemos aqui seis vezes, essa é a sétima e observamos algumas pequenas evoluções, mas ainda a demanda é gigantesca nessa unidade de saúde que possui um problema sério de estrutura. Precisa de mais médicos pois são poucos para atender toda essa demanda”, finaliza Palitot.

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