PORTO VELHO: Apae é beneficiada com doação de parte de salário do prefeito

 

Para vereador Aleks Palitot, responsável pela parceria, “é preciso um olhar mais atento do poder público para estas associações”

Em sua segunda visita a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae/RO), o vereador Professor Aleks Palitot acompanhou a primeira dama da capital, Ieda Chaves, que levou até a unidade educacional um cheque no valor de R$ 9.000,00 referente a metade do salário do prefeito Hildon Chaves, o qual se comprometeu em doar integralmente a instituições beneficentes, cumprindo desta forma sua promessa de campanha.

“A Apae é uma instituição que possui um relevante trabalho prestado a sociedade junto aos portadores de necessidades especiais. No meu primeiro contato com este projeto, realizado através de minha assessoria pude verificar o comprometimento com esta causa motivo pelo qual envido esforços para melhorar o atendimento à esta parcela da comunidade”, afirma Palitot.

“Me sinto feliz em poder realizar esta doação. A Apae é um trabalho muito bonito, há muita doação das pessoas que aqui estão e percebemos tudo muito bem estruturado, bem organizado. Entendo o quanto eles precisam de apoio e peço para quem tiver interesse em doar mesmo que seja um pouco do seu tempo”, convida a primeira Dama Ieda Chaves.

De acordo com o presidente da instituição, Antônio Carlos Berssani, a Apae funciona como mantenedora e a escola está inserida dentro do projeto da associação. “Assumimos a gestão no final do ano de 2016 e nesse ano já conseguimos estruturar mais as dependências. Na unidade já fizemos um poço artesiano, gradeamos, pintamos, construímos um banheiro masculino e readaptamos o feminino, fizemos o refeitório e mais uma sala de aula”, conta.

Sem aporte financeiro do poder público, toda a verba da instituição vem através dos pais e raramente um convênio, como o assinado com o Rondocap que destinou um percentual para a instituição.

Mas a maior necessidade da instituição é a criação do centro de reabilitação para que haja uma evolução dos alunos que possuem múltiplas deficiências. “Essa evolução só é possível se houver uma sequência no trabalho de readaptação corporal através do estimulo da parte neurológica, um trabalho de fisioterapia”, explica Berssane.

Transporte

Juliana Ferreira, irmã de uma aluna e membro da diretoria da associação conta que conheceu a Apae em 93 quando iniciou suas atividades em Porto Velho e em 94 sua irmã, portadora de Sindrome de Down passou a estudar na instituição. Em 2016 recebeu o convite para integrar a chapa que concorreria a diretoria encabeçada por Berssane, que era o tesoureiro.

“Venho aprendendo muito aqui e apesar de precisar de acompanhamento durante toda a vida a minha irmã evoluiu bastante na instituição através da metodologia que é trabalhada com os alunos. Desde pequena que cuido dela e cuido até hoje, é algo que me orgulho muito”, conta.

A professora Rose Ticiane, ressalta que a maior dificuldade hoje da Apae além da falta de convênios que ofereceriam suporte para instituição é o transporte escolar. “Dos 129 alunos matriculados muitos moram longe e não tem como vir, destes vinte estão em espera porque não possuímos estrutura”, relata a dura realidade de diversas famílias que só possuem a Apae como alternativa.

“Quero agradecer a primeira dama Ieda Chaves pelo recurso doado que veio em boa hora e ao vereador Professor Aleks Palitot que abraçou a causa em beneficio das crianças. Com este dinheiro iremos pagar algumas contas que estamos pendentes e também alimentação para os alunos, que estamos carentes. Mensalmente temos uma despesa em torno de R$ 8.000,00 e toda a ajuda que tivermos será bem-vinda”, ressalta o presidente.

FONTE: Assessoria

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