Aleks Palitot relembra que junção de Secretarias foi erro

Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Agricultura atuam de formas divergentes e atendem interesses que por vezes colidem

Em decisão aprovada na sessão da última terça-feira (23), a Câmara Municipal retroagiu em relação a fusão das Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente. Algo que o Professor Aleks Palitot já havia se pronunciado contrário em fevereiro de 2017, quando o Executivo Municipal encaminhou o projeto pela primeira vez. Nesta semana, Palitot ressaltou o erro durante sessão.

“Por entender que são duas secretarias que atuam de modos diferentes sempre me posicionei contrário a junção. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) busca a economia sustentável, a preservação e a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) fomenta a agricultura desenvolvendo projetos e apoiando o homem do campo”, explica Palitot.

Segundo o vereador era desnecessária a fusão e como previsto pelo edil, não houve economia de despesas como dizia a proposta. “Se as duas secretarias estivessem separadas elas gastariam o mesmo valor gasto com elas juntas”, ressalta. O resultado foi o efeito colateral esperado, a secretaria de agricultura não teve a autonomia necessária para consertar os 7.200 quilômetros de estradas rurais.

Executivo Municipal

O subsecretário de agricultura, sem independência de gestão não pode dar a devida manutenção, o que prejudicou agricultores com o escoamento da produção, alunos da rede educacional e a saúde, uma vez que as ambulâncias quebram em decorrência das más condições das vicinais.

Neste mesmo Projeto de Lei, o Executivo propôs a fusão da Fundação Cultural com a Secretaria Municipal de Esporte (Semes), a qual Palitot refutou veementemente. “Me posicionei contrário por entender que não era também viável a junção destas duas secretarias que são de diferentes âmbitos”, ressaltou o Professor.

Para o produtor Natalino Alexandro, morador da Linha 27 do Ramal Rio das Garças, são necessárias condições para que se possa escoar a produção. “Pontes e asfalto é o que precisamos. Estamos vendo as coisas de mal a pior. Quando procuramos auxílio não conseguimos nada e os pequenos produtores como eu, não conseguem nem financiamento pois não podemos dar garantias” lamenta o agricultor.

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